Processo de fabricação de peças de fibra de vidro através da injeção de resina e aplicação de vácuo. É feita com contra-molde flexível (seja ele de filme ou pele de silicone).
O objetivo é maximizar o teor de vidro no compósito e é indicado para peças grandes, de geometria complexa e que requerem resistência à corrosão.
O processo de infusão a vácuo é um dos processos mais inovadores na indústria náutica. É um método que muitas vezes acaba sendo mais eficiente e prático do que o de laminação, por exemplo. Cada caso é um caso, barcos exigem processos e métodos de construção específicos dependendo de seu tamanho e utilização.
O método de infusão é o processo utilizado para a construção de barcos de alta performance e qualidade, podendo ser visto na fabricação de barcos pelos grandes estaleiros mundo a fora. É um método de escala industrial, e assim, requer estrutura e experiência para ser realizado.
No processo de infusão a vácuo, todo o material, espumas de PVC e tecidos são colocados secos no molde já pronto, e assim envolvidos por uma bolsa plástica de vácuo. Ao acionar a bomba de vácuo, o ar sairá do plástico, e a resina será transferida, através de mangueiras ligadas a um balde de resina, para dentro das camadas de fibra pela ação diferencial de pressão interna e externa.
Os laminados fabricados pelo processo de infusão são mais resistentes que os laminados convencionais fabricados manualmente, visto que sua impregnação por entre as fibras chega a 60%, enquanto que na laminação manual atinge apenas de 20 a 30% do teor de fibra. Com o método de infusão, deixamos de lado problemas ambientais e de insalubridade, já que não há desperdício de material, e não há contato direto entre o construtor e as resinas.
Construções de barcos por meio de infusão a vácuo utilizam invariavelmente o sistema sandwich, isso significa que eles apresentarão um maior isolamento térmico, fazendo-se econômico quando se pensar no uso de ar condicionado no barco, e a energia produzida pelo sistema de geradores para alimentá-los. Outra economia a ser observada é a de resina e de fibras. Como não se toca na resina durante a laminação, somente durante a infusão para dentro do laminado, evita-se o desperdício. No caso das fibras, fato é que durante laminação manual muitas fibras acabam caindo no chão, ou ficam parcialmente impregnadas, sem que possam ser reaproveitadas, já no método de infusão, como a laminação é feita de forma seca, a fibra pode ser pré-cortada e ajustada no local com precisão.
Não existe um método certo ou errado, existem sim métodos mais apropriados para cada situação. Muitos barcos só podem ser produzidos pela laminação manual, ao ponto que em certos casos, a infusão torna-se muito mais prática e econômica, cabendo ao construtor definir qual método ele irá utilizar.
O processo de Infusão a vácuo (VARTM – vacuum assisted resin transfer moulding) tem como principal modelo o processo de laminação a vácuo, todavia, há desdobramentos que fazem o processo de Infusão a vácuo ter particularidades que produzem um laminado compósito de maiores propriedades mecânicas.
De forma geral o início do processo de laminação por Infusão a vácuo acontece com a organização do material de reforços seco em um molde sem a necessidade de impregnação de resina manualmente, posteriormente são adicionados os materiais descartáveis sobre o molde e o reforço.